Devemos orar como Jesus orava!

Devemos orar como Jesus orava!

Seria necessário um momento para orar ou você pode fazer do seu dia uma oração?

Fazer do nosso dia uma oração não nos tira dos momentos particulares de oração. Pelo contrário, se passamos o dia orando, com os olhos abertos enquanto fazemos as nossas coisas ou simplesmente fazendo com que nossa vida seja mesmo uma oração, mais precisaremos de momentos de oração que vão ser os fundamentos sobre os quais a oração constante seguirá.
Há três textos em Marcos (outros havendo nos demais Evangelhos) que nos mostram como Jesus fazia:

Marcos 1.35-37 — “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. Procuravam-no diligentemente Simão e os que com ele estavam. Tendo-o encontrado, lhe disseram:Todos te buscam”.

Marcos 6.46-47 — “E, tendo os despedido, subiu ao monte para orar. Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra”.

Marcos 14:35-36, 39 — ” E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia:Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.(…) Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras”.

Jesus precisava de momentos (longos momentos, é verdade) para oração. E não haveria alguém com menos necessidade do que ele destes momentos.
Vejamos sua prática, para aprendermos com ele.

Jesus tinha momentos de oração, geralmente longos. Devemos buscar fazer o mesmo.
Jesus orava sozinho. Devemos fazer o mesmo, sem desprezar a oração junto com outras pessoas.

Jesus orava em lugares desertos. Devemos fazer o mesmo, buscando um lugar que seja “deserto”, isto é, com as condições que nos permitam nos concentrar na oração.

Jesus orava em lugares determinados, um deles era o jardim do Getsêmani. Em Lucas  22.39-40, lemos: “Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: ‘Orem para que vocês não caiam em tentação’”. Devemos agir da mesma maneira, orando de modo disciplinado, em termos de lugares, horários e recursos (Bíblia, hinário, caderno de oração, etc.). No entanto, estar em lugares determinados e em horários programados, com uma Bíblia aberta e um caderno de oração nas mãos não garante que seremos atendidos, por termos preenchido os requisitos. Orar é estar com o coração contrito e quebrantado, como aprendemos com um salmista: “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Salmos 51.17). A oração, portanto, começa com a consciência do nosso pecado. Assim, “quem ora ao Pai celestial ora com intimidade, desfrutando da ternura de Deus, mas ora também com um sentimento de quem está se permitindo ser moído e triturado pela profundidade do esplendor, conhecimento, amor, sabedoria, justiça  e verdade findos desta fonte inominável”.

Também devemos ter em mente que as regras sobre oração são as que menos importam. “Ele não cria regras impossíveis e sacrificiais. Ele nos anima a voltar pelo caminho mais natural da nossa interioridade em busca do mistério da presença de Deus, em comunhão  com nossa essência pessoal”.

Jesus orava sempre e sobretudo nos momentos que antecediam grandes realizações ou grandes decisões. Quando foi batizado, ele orou (Lucas 3.21). Quando decidiu revelar sua messianidade, ele orou (Lucas 9.18).  Quando ensinou os discípulos a orar, ele estava orando (“Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele”. (Lucas 11.1). Perto de subir para a cruz, orou. Pregado à cruz, orou.

Jesus orava sempre para manter seu relacionamento com o Pai. Se queremos manter um relacionamento com Jesus, devemos orar como Jesus orava. A vida de oração de Jesus nos convida a sermos homens e mulheres de oração, oração com palavras, mas palavras que reflitam “uma prática de vida seguida em permanente temor e tremor diante de Deus.

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